Liberdade de espírito

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Sou egocêntrica, impaciente, e um tanto insegura,
admito erros, não sou nada perfeita, meus sonhos eu os conquisto, da minha vida eu cuido, não duvido da minha capacidade vôo além dos meus limites, sempre acreditando em mim, não banco a boazinha e não espero que me entendam pois nem eu mesma me entendo as vezes... Sou mulher de aquário,fêmea, feliz.
posso ser o seu mas doce sonho ou sua mais cruel realidade...
   The Beatles   (via nepentear)

(Fonte: cons0lada, via nepentear)


"EU te amei quando não tinha alternativas, quando ficar calada era implodir, e negar isso era suicídio….Teu amor corrompeu minhas veias, me trouxe uma úlcera e de bonito somente um par de olheiras inchadas.
Ah mas não choro por não ter teu colo, choro pelo egoísmo e pela condição que ficou entre nós. Choro pelo vaivém da vida e por ela não nos proporcionar um reencontro. Choro por acreditar nos teus subterfúgios.
Por que amar demais dá lugar ao um rio de lágrimas, e que depois dele, dá a um oceano inteiro, até que se evapore e condense num outro amor. 

Sabe por que ela é tão sensacional? Porque ela te faz esperar. Te faz implorar. Te deixa ridiculamente vulnerável, te rouba o sossego, te faz trocar o travesseiro pela cachaça, o sorriso pela lágrima, a paz pelo desespero.

Sabe por que ela te parece tão inspiradora? Porque ela é uma filha da puta. Que te trocou por outro, não respondeu as tuas mensagens, cuspiu na sua dignidade e continua sendo musa das suas poesias.

Ela não tem uma bunda insubstituível, nem faz um sexo sensacional, nem tem a sensualidade de uma deusa – o que tornaria, talvez, explicável toda essa obsessão patética. Só há uma diferença verdadeiramente expressiva entre ela e aquela moça que te elogiou o sorriso: é que ela não te quer. Ela tornou-se inalcançável e isto te atraiu de uma maneira que você simplesmente não consegue lidar. Que grandessíssimo babaca é você, deixando mulheres sensacionais para trás enquanto se ocupa em remoer o desprezo de quem simplesmente não te ama mais.

Você parece tão adulto, mas que grandessíssimo babaca – amando sem ser amado pelo simples prazer de protagonizar um pseudodrama imbecil.

Quer saber de uma coisa realmente dolorosa – e da qual um imbecil como você é completamente merecedor? – ela não te quer. Nem por um diazinho. Nem pra lamber-lhe os sapatos e lavar-lhe as calcinhas. Ela deixou de te querer quando percebeu que continuar te querendo era o primeiro passo pra deixar de te merecer. Porque um homem como você só se contenta com o impossível, com o difícil, com o problemático – e, embora você seja realmente muito filho da puta, quem sou eu pra te julgar? Eu também gosto dos filhos da puta.

Mas, acredite, ela faria qualquer coisa pra se ver livre dessa sua patética dor de cotovelo. Ela não vê, mas seria tão simples: a ela bastaria se apaixonar por você. Ouvir tuas palavras, te aquecer numa noite fria, tomar uma cerveja com você no fim do expediente. Cuidar bem do teu amor.

E então, ela deixaria de ser sua musa inalcançável para tornar-se um inconveniente, um infortúnio. Deixaria de ser venerada para ser simplesmente indesejada no momento em que correspondesse a estes anseios ridiculamente exagerados que você alimenta. Ela ouviria um milhão de nãos no instante em que te dissesse sim. Por que um homem como você não ama o amor: ama a conquista, a vitória, o triunfo. Um homem como você é babaca demais pra perceber: ela só é tão sensacional porque não ser mais tua.

Nm

A saudade transforma qualquer música em motivo para pensar naquilo que partiu dentro de um avião, que nunca deveria decolar, nem por decreto do Papa. Saudade é emoção indivisível, razão incontestável para relembrar o gosto inesquecível daquela pessoa que mudou nossos passos, gestos e hoje, infelizmente nos considera gasto, empoeirado. A saudade é a sombra maldita que não precisa da luz solar para nos seguir por cada calçada da vida. Ela repousa num banco de passageiros vazio, dorme em nossa insônia, esconde-se nos presentes que prendemos em caixas lacradas, blindadas pelo medo de encarar as memórias boas.

Ela transforma comercial de televisão em lágrimas reais, faz homem barbado virar menino ansioso em dia de natal, como um cachorro que espera o dono todo dia ao pé da porta, mesmo que esse nunca mais volte pra casa. A saudade enlouquece, embriaga, faz o mundo todo ter uma só cara e nenhuma cura. A saudade é um bar que já saiu rotina, um prato de risoto que foi comido antes do gozo, um beijo único no meio do olho. É o medo de perder uma peça em meio à multidão e nunca mais encontrar outro alguém que encaixe tão bem nesse quebra-cabeça. Saudade é temer a vinda do novo e teimar em achar que o velho sempre será a melhor parte dessa obra de arte, chamada vida.

Ricardo Coiro